23 maggio 2026. Giorno di festa. Cosa festeggiamo? I 70 anni di vita del Collegio Teresiano di Rio de Janeiro, dal 1956 al 2026.

Una storia costruita da un numero quasi incalcolabile di mani: insegnanti, studenti, collaboratori, famiglie, amici… Una storia vissuta in un mondo in costante cambiamento. Una storia con momenti sereni e momenti di turbolenza. Una storia in cui non c’è spazio per la mediocrità né per la ricerca sfrenata del successo. Una storia guidata dagli ideali di Pedro Poveda.
Per celebrare questa storia avevamo bisogno di persone, di testimonianze di tutti i decenni. Abbiamo inviato gli inviti, ma il dubbio persisteva… “Verranno?”. La risposta è stata bellissima! Circa 200 persone hanno detto “sì” e il pomeriggio di sabato 23 maggio 2026 hanno riempito la galleria e il cortile della scuola per festeggiare e ricordare.
In quel tipico pomeriggio autunnale di Rio de Janeiro, con temperature miti, venti leggeri e senza pioggia, le condizioni erano perfette per una festa all’aperto.
Gli invitati hanno cominciato ad arrivare e sono stati accolti dalle due direttrici del Collegio. Alcuni sono arrivati da soli; altri, in gruppo; altri ancora, con la famiglia. Entravano in uno spazio che era stato preparato con grande cura per accoglierli. C’era un mare di tavoli coperti da tovaglie blu e arancione, i colori del Collegio, decorati con un piccolo vaso di fiori. Su una delle pareti c'era un grande cartellone con il logo dei 70 anni. In primo piano, di fronte ad esso, c'era un tavolo con una bella torta bianca. Accanto, un piccolo quadro con una frase molto significativa: “Da 70 anni educhiamo con amore, trasformiamo vite e formiamo generazioni”.
Curiosamente, le persone guardavano quello spazio familiare senza muoversi. Forse erano immerse nei loro ricordi o erano spaventate, emozionate, cercando di capire i propri sentimenti. Tuttavia, lo scenario a poco a poco è cambiato. Sempre più persone hanno occupato lo spazio. Gli sguardi timidi sono scomparsi. Le persone si sono ritrovate, hanno condiviso i loro ricordi, raccontavano e raccontavano di nuovo storie, scattavano foto, si abbracciavano.
Era un continuo viavai di persone che cercavano di ritrovare i loro compagni o compagne del Teresiano. Si poteva notare, negli sguardi di tutti, il desiderio di rivivere emozioni, storie, ricordi. E anche il desiderio di tornare a visitare quel luogo caro: il cortile, il piccolo parco, la palestra, le aule, la cappella.
Ma era una festa e una festa richiede musica! E la nostra è stata davvero speciale e dal vivo! Un gruppo di giovani ex-alunni ha offerto agli ospiti un repertorio di canzoni allegre che hanno contribuito a rendere l’incontro ancora più vivace.
Una festa richiede anche cibo! E il nostro cibo era davvero speciale! Una feijoada, piatto tipico brasiliano, accompagnata da vari stuzzichini e alcuni dolci. Tutto molto buono, bello e semplice, pensato e realizzato con affetto.
Tra incontri, conversazioni, abbracci, musica e cibo, c'è stato anche un momento riservato ad alcune parole delle direttrici, Susana Sacavino e Silvana Simões; di Paulo de Oliveira Reis, cappellano del Collegio; e di Marília Palhares, direttrice del Collegio per oltre quarant'anni. Quello è stato anche il momento dei tributi. Cinque studentesse che fecero parte della prima classe del 1956 hanno ricevuto una targa di riconoscimento. È stato anche il momento dei ringraziamenti, del ricordo di coloro che non sono più tra noi… Subito dopo, il microfono è stato lasciato aperto affinché chiunque potesse esprimersi. Le parole sono state semplici, sincere, senza preparazione, commoventi.
Tra le persone che hanno chiesto la parola, un'ex allieva ha proposto un'iniziativa semplice, accolta molto bene dai presenti, che la dice lunga sull'impatto del Teresiano su tutti coloro che hanno fatto parte della sua storia nel corso di questi 70 anni. Ha semplicemente suggerito di chiudere gli occhi e dire ad alta voce la parola che meglio definiva il Collegio Teresiano per ciascuno. È stata una pioggia di espressioni come gratitudine, fiducia, impegno, gioia, serietà, fede, solidarietà, rispetto, studio, amicizia, felicità, inclusione, scienza, cittadinanza, culture, cameratismo, bontà, educazione, esempio e molto altro ancora… È stato un momento emozionante perché, in modo assolutamente naturale, le persone hanno verbalizzato i valori che orientano il progetto educativo di Pedro Poveda. Il nostro impegno ora è quello di mantenerli vivi nel futuro.
Sulla targa consegnata alle cinque studentesse del primo anno del Collegio Teresiano era incisa la seguente frase di Pedro Poveda: “La gioia rende il tempo breve e la vita facile”. Senza dubbio, la dice lunga sul pomeriggio del 23 maggio. Erano già passati 70 anni, ma sembrava che tutto fosse accaduto ieri e la gioia che tutti provavano è la prova più autentica che quella vita ben vissuta è valsa la pena.
Vengono in mente le parole di San Pedro Poveda: “Abbiamo molta fede, molta speranza e non smettiamo di sognare, e persino realizziamo alcuni sogni”.

Grazie di tutto, Collegio Teresiano, il nostro sogno realizzato!
Alice Freire – ACIT Brasile
Versión original en Portugués
70 anos, educando com amor, transformando vidas
23 de maio de 2026. Dia de Festa. Mas o que íamos celebrar? 70 anos de vida do Colégio Teresiano do Rio de Janeiro: de 1956 a 2026. Uma história construída por um número quase incalculável de mãos: professores, alunos, funcionários, pais, amigos. Uma história inserida em um mundo em constante mudança. Uma história que viveu momentos serenos e também momentos de turbulência. Uma história sem espaço para mediocridade, pela busca do sucesso desmedido. Uma história movida pelos ideais de Pedro Poveda.
Mas para contar e celebrar essa história era preciso pessoas, testemunhas de todas as décadas ali homenageadas. Os convites foram enviados, mas a dúvida persistia... ‘Elas viriam?’. A resposta foi linda! Cerca de 200 pessoas disseram ‘sim’ e na tarde do sábado,
23 de maio de 2026, ocuparam os pilotis e o pátio de Colégio para celebrar e recordar tudo o que experimentaram naquele espaço.
Como descrever o que testemunhamos naquela tarde típica de outono no Rio de Janeiro, com temperaturas amenas, ventos fracos, mas sem chuvas? Aliás, condições meteorológicas perfeitas para uma festa ao ar livre.
Às 13 horas em ponto, os portões foram abertos. Os convidados começaram a chegar, sendo recebidos pelas duas diretoras do Colégio. Alguns sozinhos, outros em grupo, outros com família. Eles entravam em um espaço preparado com muito carinho para recebê-los. Havia um mar de mesas cobertas com toalhas azuis e laranjas, as cores do Colégio, enfeitadas por um pequeno jarro de flores. Em uma das paredes foi colocado um grande painel com o logo dos 70 anos. Em posição de destaque, na frente do painel, estava uma mesa com um lindo bolo branco ladeado por um pequeno quadro com uma frase muito significativa: “Há 70 anos, educando com amor, transformando vidas e formando gerações”.
Curiosamente, as pessoas olhavam aquele espaço conhecido e não se moviam. Talvez estivessem mergulhando em suas memórias, assustadas, emocionadas, tentando entender seus próprios sentimentos. Mas, aos poucos, o cenário foi mudando. Mais e mais pessoas ocuparam o espaço. Os olhares tímidos desapareceram. As pessoas se reencontraram, as memórias eram partilhadas, as histórias contadas e recontadas, fotografias tiradas, abraços trocados.
Era um constante movimento de pessoas que buscavam o reencontro com seus parceiros do Teresiano. No olhar de todos percebíamos o desejo de revisitar emoções, histórias, lembranças, mas também o desejo de revisitar aquele espaço querido: pátio, parquinho, ginásio, salas de aula, capela.
Mas era uma festa e festa pede música! E a nossa foi muito especial e ao vivo! Um grupo de jovens ex-alunos com seus instrumentos brindaram a todos os convidados com um repertório alegre de canções que animaram mais ainda o encontro.
Mas festa também pede comida! E nesse caso ela foi muito especial! Uma feijoada, prato típico brasileiro, acompanhada por salgadinhos variados e docinhos. Tudo gostoso, bonito e simples, pensado e feito com carinho.
No meio dos encontros, conversas, abraços, música e comida, houve um momento reservado para algumas palavras das diretoras, Susana Sacavino e Silvana Simões, do Padre Paulo de Oliveira Reis, capelão do Colégio, de Marília Palhares, diretora do colégio por mais de quarenta anos. Esse também foi o momento das homenagens, inclusive a cinco alunas que fizeram parte da primeira turma, de 1956, e que receberam uma placa de reconhecimento. Foi também o momento dos agradecimentos, das lembranças dos que já não estão entre nós.... A seguir o microfone foi aberto para qualquer pessoa presente que quisesse se manifestar. As falas foram simples, sinceras, sem preparação prévia, envolventes. Entre as pessoas que pediram a palavra, uma ex-aluna propôs uma dinâmica bem simples, mas que provocou uma reação na plateia que disse muito sobre o impacto do Teresiano em todos os que fizeram parte dessa história de 70 anos. Ela simplesmente sugeriu que os presentes fechassem os olhos e dissessem em voz alta a palavra que melhor definisse o colégio para cada um. Foi uma chuva de expressões como gratidão, confiança, compromisso, alegria, seriedade, fé, solidariedade, respeito, estudo, amizade, felicidade, inclusão, ciência, cidadania, culturas, companheirismo, bondade, educação, exemplo e muito mais... Esse foi um momento emocionante porque, de uma maneira absolutamente natural, as pessoas verbalizaram os valores que orientam o projeto educativo de Pedro Poveda. Nosso compromisso agora é fazer com que eles continuem vivos no futuro.
Na placa entregue às cinco alunas da primeira turma do Colégio estava gravada a frase de São Pedro Poveda “A alegria torna breve o tempo e fácil a vida”. Sem dúvida, ela diz muito sobre aquela tarde. Já tinham se passado 70 anos mas parecia que tudo acontecera ontem e a alegria que todos experimentavam era a prova mais verdadeira que valeu a pena essa vida bem vivida.
Neste momento vêm à mente as palavras de São Pedro Poveda: “Temos muita fé, muita esperança e não deixamos de sonhar, e até realizamos alguns sonhos”. Obrigado por tudo, Colégio Teresiano, nosso sonho realizado!
Alice Freire – ACIT Brasil.




